O Agroblog Tropical está de mudanças. Nosso novo endereço é www.cnpat.embrapa.br/blog. Comentários e dúvidas devem ser enviados para lá. Por causa disso, a resposta aos leitores deve demorar um pouco, ok? Os transtornos, contudo, serão passageiros.

Equipe do Agroblog Tropical.

O continente asiático tornou-se o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro no mês de junho por apresentar crescimento de 78,8% na compra de produtos agropecuários. A região foi responsável por 41,5% do total exportado em junho, contra 26% do mesmo mês do último ano. Essa variação reflete o forte aumento (quase 50%) das exportações de soja no último mês. Os negócios entre Brasil e os países asiáticos levaram o continente a desbancar, por exemplo, a União Europeia, que diminuiu sua participação de 31,6% em junho de 2008 para 26,4% em junho de 2009.

Oriente Médio (38,7%) e África (10,6%) também tiveram variação positiva na compra de produtos do agronegócio. As demais regiões apresentaram diminuição nas compras do Brasil. A forte divergência das taxas de crescimento das exportações por destinos resultou em participações muito diferentes das registradas em 2008.

Liderança chinesa – Entre todos os países importadores do agronegócio brasileiro, a China mantém a liderança, pela compra de produtos no valor de US$ 1,9 bilhão, e no último mês, registrou notável crescimento de 102,9%. Esse valor é quase quatro vezes superior às vendas aos Países Baixos (US$ 524 milhões), que ocuparam a segunda posição no ranking; e cinco vezes mais do que as importações dos Estados Unidos (US$ 380 milhões), o terceiro colocado.

Vale ressaltar, ainda, o excepcional aumento de 1.206% de vendas para a Índia (US$ 124,7 milhões), considerado o maior crescimento percentual em relação ao ano passado. A exportação de açúcar para aquele país explica esse incremento, devido à quebra de safra na produção local. Outros países que se destacaram pelas taxas positivas de importação do Brasil foram Irã (80,4%), Emirados Árabes Unidos (77,5%), Coreia do Sul (66,2%), Egito (53,5%), Arábia Saudita (52,2%) e Bélgica (15,7%).

Fonte: Mapa

Nos últimos três anos, pesquisadores da Embrapa passaram a realizar junto com os organizadores da Feira Nacional da Agricultura Irrigada - Fenagri - o Simpósio da Manga com o objetivo de promover debates acerca dos avanços técnicos e estratégias comerciais para um mercado com níveis de competição cada vez mais acirrados. A edição deste ano ocorre no próximo dia 16, no auditório do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro.

Neste ano, a programação técnica do evento enfatiza novos arranjos para o negócio da manga na região, em especial a agroindústria e a comercialização. O Vale do Submédio São Francisco é o mais importante de polo de produção e exportação de manga da América do Sul. A fruteira está implantada em cerca de 23 mil hectares de municípios da região e, há uma década, concentra mais de 80% dos volumes dessa fruta comercializados pelo Brasil no mercado externo, em especial o dos Estados Unidos e da União Européia.  No Vale, o uso intensivo de tecnologias responde por elevados níveis de produtividade e qualidade dos frutos. Na avaliação dos organizadores, é preciso encontrar novos mercados de consumo.

Tendências

Quatro palestras do simpósio debatem a comercialização de manga no Brasil, os desafios da abertura de novos mercados no exterior, a perspectiva de negócios para a fruta desidratada e a importância da qualidade e da certificação para a ampliação das vendas no Brasil e no exterior. A produção anual no Vale do Submédio São Francisco está entre 350 e 400 mil toneladas. Em 2008, mais de 117 mil foram vendidas para o exterior.

Nos últimos anos, duas tendências presentes no mercado dessa fruta dão atualidade à temática do III Simpósio. Uma, é o aumento da oferta de frutos por conta da entrada em produção de áreas recentemente implantadas. Esta situação tem gerado um excedente responsável pelo aumento de oferta num mercado que passa a abrigar novos competidores, inclusive da América do Sul e do Norte, como Peru, Equador e México. Em conseqüência, as margens de lucro se tornam menores ano a ano.

A abertura de novas rotas de comércio e de consumo de manga é apontada pelos organizadores do simpósio como uma solução para os atuais problemas decorrentes do excedente de produção. Consideram, também, que no Vale precisa ser acentuada uma preocupação que já existe entre os manguicultores de São Paulo e do sudeste de Minas Gerais: o processamento industrial da fruta. A Fenagri, promovida pela Prefeitura Municipal de Juazeiro entre os dias 15 e 18 de julho, e que é um dos maiores eventos ligados ao agronegócio da agricultura irrigada no Brasil, é um bom momento para provocar a necessidade na região de negócios na área de processamento da fruta.

Inscrições

Duas palestras do evento vão abordar a técnica da indução floral e as novas opções de variedades e as vantagens competitivas. As inscrições para o III Simpósio estão abertas e podem ser feitas por meio de depósito bancário em nome de: ASSOC VALEXP III SIMP MAN – Banco do Brasil – Agência: 0963-6 e Conta Corrente nº 61.523-4. O valor para produtores, empresários e profissionais é de R$ 20,00. Os estudantes pagam R$ 15,00.

Os organizadores esclarecem que para identificação do participante, confirmação de inscrição ou envio do comprovante, o contato deverá ser feito com Breno Ariel através do e-mail: breno@valexport.com.br ou tel./fax : (87) 3863-6000. Na página do evento na internet (www.cpatsa.embrapa.br:8080/simposiomanga) está disponível para impressão a ficha de inscrição. O comprovante de pagamento deverá ser enviado em, no máximo, 5 dias úteis após a inscrição. Após este prazo as inscrições não comprovadas serão canceladas automaticamente.

Mais informações:
Marcelino Ribeiro / Embrapa Semi-Árido
www.cpatsa.embrapa.br / 87 3862 1711

Os brasileiros podem se orgulhar da fartura, qualidade, quantidade e variedade de frutas que chegam ás suas mesas. No ranking de produção mundial de frutas, o País, com suas 43 milhões de toneladas produzidas, anualmente, cultiva frutas tropicais, subtropicais e temperadas ao longo de todo o ano, e ainda ostenta um terceiro lugar, atrás da China (175 milhões de toneladas) e da Índia (57 milhões de toneladas).

Mas nem só desses números vive o setor. Para tornar possível a geração de negócios que envolve toda a cadeia produtiva, transpor as etapas consecutivas à produção, ao longo das quais os diversos insumos são utilizados, até a constituição de um produto final e sua colocação no mercado, é preciso gerar negócios e manter essa engrenagem comercial em movimento.

Uma lacuna desse processo está sendo preenchida com a realização da Feira Internacional de Frutas e Derivados, Tecnologia de Processamento e Logística - FRUIT & LOG. Inédito, o evento foi concebido com a missão de atrair a atenção de produtores, processadores, exportadores, distribuidores e importadores de todas as partes do mundo, apresentar tecnologias de última geração de processamento, além de oferecer serviços essenciais para o comércio, importação e exportação de produtos, aprimorar os mecanismos de transporte e promover uma ampla rede de negócios no setor de frutas, legumes e verduras.

A primeira edição da FRUIT & LOG ocorre de 8 a 10 de setembro, no Expo Center Norte-SP, e é fruto da iniciativa conjunta da Francal Feiras, uma das mais importantes promotoras de negócios do País, e do Instituto Brasileiro de Frutas – Ibraf, entidade representativa do setor.

Leia mais sobre o evento aqui

O 6º Congresso de Biodiesel, que este ano acontece entre os dias 24 e 28 de agosto, na cidade de Montes Claros/MG, está recebendo artigos científicos para apresentações durante o congresso. De acordo com o professor Pedro Castro Neto, presidente da Comissão Organizadora, um pesquisador pode participar com quantos artigos quiser e não há custo para a publicação desses trabalhos no congresso.

Os temas dos artigos são os seguintes: Produção de Plantas Oleaginosas; Extração, Purificação e Oleoquímica; Aplicação dos Óleos Vegetais e Gorduras nas Indústrias Farmacêuticas, Cosméticas e Biológicas; Produção, Comercialização e Utilização do Biodiesel; Caracterização e Controle de Qualidade do Biodiesel; Experiências Estaduais na Produção de Óleos Vegetais e Biodiesel; Balanço Energético e Sequestro de Carbono; Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel; e Comunicados Técnicos.

Importante ressaltar que os artigos científicos estarão sendo recebidos até o dia 17 de julho. Para enviá-los, é necessário entrar no site http://oleo.ufla.br, em seguida no link Enviar Artigo. As informações necessárias para o envio e os procedimentos técnicos do artigo podem ser encontradas neste mesmo link.

Fonte: Cultivar.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta terça-feira (30/06), em caráter terminativo (dispensa a votação em plenário), o relatório do senador Gilberto Goellmer (DEM-MT) sobre o Projeto de Lei 369/2003.
A matéria será encaminhada à Câmara depois de cinco sessões do Senado.
De autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o projeto autoriza as cooperativas de crédito, as agrícolas e as agroindustriais, além de associações de produtores rurais e empresas que operam no setor agroindustrial a emitir títulos da dívida do agronegócio.
A finalidade é incrementar o financiamento da expansão da produção, melhorar as condições de comercialização e reduzir o custo financeiro das atividades.
De acordo com o projeto, os papéis terão características específicas, pelo fato de serem transacionáveis em pregões de bolsas de mercadorias e por serem resgatáveis com a opção de liquidação mediante entrega de produtos in natura.

A partir desta quarta-feira (01/07), entra em vigor o aumento de 3% (B3) para 4% (B4) na mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel mineral comercializado no País. A Resolução Nº 2/2009, do Comitê Nacional de Política Energética (CNPE), do Ministério de Minas Energia, determina a mudança com a utilização de biodiesel produzido a partir de oleaginosas como soja, mamona, palma e girassol. A modificação vai gerar demanda adicional de 420 milhões de litros, aumentando o consumo de biodiesel para 1,26 bilhão de litros.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ampliação gradativa do percentual vai agregar valor às matérias-primas oleaginosas, permitir o desenvolvimento da indústria nacional de bens e serviços e estimular a participação da agricultura familiar. Também vai contribuir para substituir o diesel importado, que é um produto fóssil e mais poluente, por combustível nacional, limpo e renovável.

O Brasil vai reforçar a participação da agroenergia na matriz energética com o acréscimo de 200 milhões de litros na produção nacional de biodiesel (B100), ainda em 2009. A decisão leva em consideração a capacidade ociosa industrial, menor consumo de diesel projetado para este ano e oportunidades de melhorias sociais.Fonte: Ministério da Agricultura.

Do site UOL:

“Investir na agricultura - principalmente na produção familiar - é a chave para a redução da pobreza e pode ajudar a solucionar as crises de alimentos, financeira e climática. A conclusão é do relatório Investir na Pequena Agricultura é Rentável, divulgado hoje (30) pela organização não governamental (ONG) britânica Oxfam. O documento traça um histórico dos investimentos na agricultura e indica a necessidade de mais aporte financeiro e apoio tecnológico para os pequenos produtores, em especial nas áreas com maiores dificuldades de acesso e de produtividade.

De acordo com o texto, 75% das pessoas pobres que sobrevivem com um dólar por dia trabalham e vivem em zonas rurais e a estimativa é de que em 2025 esse percentual ainda seja de mais de 65%. “Não é possível reduzir a pobreza, nem estimular globalmente a agricultura e os meios de vida rural sem renovar o compromisso público de investir mais e de forma mais inteligente - com pesquisa e desenvolvimento agrícola, assim como em setores de apoio: saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente”, sugere o relatório.

Entre o fim da década de 80 e o início dos anos 90, a ajuda internacional para o desenvolvimento da agricultura caiu 75% e desde então o montante de recursos repassados tem se mantido baixo se comparado a períodos anteriores. Em 2007, por exemplo, a União Europeia doou US$ 1,4 bilhão, mas investiu “assombrosos US$130 bilhões” em seus setores agrícolas internos, segundo a Oxfam.

Em 2008, de acordo com a ONG, apenas US$ 1 bilhão dos US$ 12 bilhões prometidos pelas nações ricas chegaram de fato aos países pobres para lidar com a crise alimentar global. Outra crise, a financeira, pode agravar ainda mais a situação, diante da redução das reservas dos países e dos grandes aportes realizados para salvar instituições e a oferta de crédito. “A comunidade de [países] doadores está esgotando seus fundos, enquanto os governos nacionais veem seus depósitos minguarem”.

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O Pará dá mais dois passos em direção à implantação do Sistema Agropecuário de Produção Integrada para a cultura do abacaxi. Técnicos e produtores agrícolas do município de Salvaterra, no Marajó, participam  de segunda-feira(1) a quarta-feira(3)  do curso “Boas Práticas Agrícolas – Abacaxicultura com ênfase para produção integrada”, o qual acaba de ser oferecido nos mesmos moldes para agricultores de Floresta do Araguaia.

O município de Salvaterra é considerado o segundo maior produtor de abacaxi do Pará. Fica atrás somente de Floresta do Araguaia que, além de ser o maior produtor de abacaxi do estado, é mundialmente considerado o maior produtor individual da fruta. Os dois municípios fazem parte do projeto piloto de implantação da Produção Integrada de Frutas no Estado.

De acordo com os organizadores do evento, a Produção Integrada (PIN) reúne um conjunto de técnicas voltadas à produção de alimentos de alta qualidade, a partir de um sistema de manejo que assegure a regulação natural das culturas e das pragas, com uso mínimo de produtos agroquímicos, resultando na diminuição do custo de produção e no aumento do grau de credibilidade e confiabilidade do consumidor em relação às frutas brasileiras.

Os treinamentos em Salvaterra e Floresta do Araguaia fazem parte de um projeto que atinge os principais municípios produtores de abacaxi no Estado do Pará, por meio de cursos coordenados pela Embrapa Amazônia Oriental (de Belém) em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas-BA) e secretaria estadual da Agricultura (Sagri).

A programação dos cursos no Pará conta com instrutores da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, os pesquisadores Luiz Francisco da Silva Souza e Aristóteles Pires de Matos, especialistas de renome quando o assunto é cultura do abacaxi no País.

Mais informações:
Izabel Drulla Brandão (MTb 1084-PR)
Embrapa Amazônia Oriental
(91) 3204 1200 – izabel@cpatu.embrapa.br
 

Os dois portos cearenses — Pecém e Mucuripe — são responsáveis por mais da metade de toda a produção de frutas brasileiras vendida nas prateleiras dos supermercados internacionais.  De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no ano passado, os terminais marítimos do Estado escoaram 377 mil toneladas (t) de frutas frescas, o equivalente a aproximadamente US$ 453,6 milhões.

Vale ressaltar que, em 2008, o País mandou ao mercado externo US$ 724,2 milhões em frutas frescas. Ou seja, os portos locais escoaram 62,6% desse volume. “O Pecém ocupa isolado a primeira colocação no ranking dos portos brasileiros em volume de embarque de frutas frescas”, destaca Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal e, atualmente, um dos maiores produtores de graviola do País.

No ano passado, passaram pelo porto de São Gonçalo do Amarante, rumo ao exterior, 327 mil toneladas de frutas, o equivalente a US$ 370 milhões. Já o terminal de Fortaleza, no Mucuripe, ficou na sexta posição, com 50 mil toneladas embarcadas, representando divisas de US$ 83,6 milhões. Deixou para trás o Porto de Suape, em Pernambuco, com 34 mil toneladas (US$ 57,8 milhões).

Atualmente, os portos cearenses recebem para embarque a produção não só dos pólos de fruticultura do Estado, como a do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), Assu/Mossoró (Rio Grande do Norte), da Paraíba, Piauí, entre outros. Essa procura pelos terminais se dá não somente pela localização privilegiada — mais próximos da Europa e dos Estados Unidos — mas pelos preços competitivos e pela logística.

O Terminal Portuário do Pecém vai contar, até o fim do mês, com mais 264 tomadas para plugagem de contêineres refrigerados. Assim, totaliza 888 tomadas.

A ampliação da quantidade de tomadas para posssibilitar a refrigeração das frutas deve elevar o número de produtores, que escoam seus produtos pelo porto do Pecém.

Liderança

O Ceará, surpreendentemente , continua na primeira posição na exportação de frutas frescas do Brasil, com US$ 28,521 milhões comercializados de janeiro a maio último. O montante corresponde a 50.156 toneladas de frutas frescas. “O Estado vem se mantendo na liderança desde o início do ano”, comenta Bringel. Ele acrescenta que o Ceará terminou 2007 na quinta posição, e subiu para a terceira, em 2008.

Conforme o ranking de janeiro a maio deste ano, depois do Ceará aparecem os estados de São Paulo (US$ 27,7 milhões), Rio Grande do Norte (US$ 26,3 milhões), Bahia (US$ 15,9 milhões) e Pernambuco (US$ 7,4 milhões). Vale destacar que as exportações brasileiras de frutas despencaram 21% no período acumulado, ao passo em que as vendas do Estado sofreram uma redução de apenas 7%.

“Este é o resultado de um trabalho continuado, da união da sociedade e do apoio decisivo do governador Cid Gomes. Só na atual gestão, saímos de US$ 49,4 milhões em exportação, no início do governo, para US$ 77,2 milhões, no primeiro ano de governo, chegamos à impensável marca de US$ 131,6 milhões”, afirma.

Fonte: Diário do Nordeste

Do site ABN news:

“Não foram poucos os casos de derramamento de petróleo que se tornaram ameaça à natureza e ao ecossistema em diversos locais do mundo. Atualmente, com a descoberta da camada pré-sal e sua exploração pela Petrobras, é ainda maior o risco destes acidentes acontecerem em águas brasileiras.

Focados na preservação do meio ambiente, o professor Fernando Gomes de Souza Junior e um grupo de pesquisadores do Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (Ima), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram, com o apoio da FAPERJ, um método simples, barato e eficaz de remoção de petróleo, que tem origem no Líquido da Castanha de Caju (LCC) e no óleo da mamona, matérias-primas renováveis e abundantes no país.

- A contaminação da água com óleo, infelizmente, é um problema comum, pois o petróleo é, geralmente, transportado por longas distâncias em vias marítimas. Com este projeto, pretendemos minimizar o impacto ambiental, utilizando recursos naturais renováveis e mais eficazes para reter derramamentos acidentais - reforça o pesquisador.

O LCC é amplamente exportado e também utilizado no Brasil para diversas finalidades, como antioxidantes para combustíveis e lubrificantes.

- Há alguns anos, no laboratório, começamos a trabalhar com um plástico produzido com o líquido da castanha de caju para mudar as propriedades de um polímero. Então, percebemos que a estrutura química do LCC é muito parecida com a do petróleo e que, por suas características, poderiam se atrair, fato que foi comprovado depois em alguns testes que fizemos - revela Fernando.

A atração do plástico de LCC com o petróleo acontece porque a natureza química do principal componente do líquido da castanha de caju, o cardanol, tende a interagir com os materiais aromáticos e alifáticos que compõem o líquido negro.”

Leia matéria completa aqui

Cultivares de citros e nêspera com aptidão para o mercado de fruta fresca serão apresentadas a produtores e técnicos do setor nesta terça-feira (16/06), a partir das 13h30, no Escritório de Negócios da Embrapa Transferência de Tecnologia localizado em Canoinhas/SC.
O Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Citros Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico de Campinas (APTA/IAC), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e da Prefeitura Municipal de Canoinhas são parceiros da Embrapa na realização do evento.
Os participantes terão oportunidade de obter informações sobre os aspectos mais relevantes do cultivo de tangerina sem semente e nêspera. Segundo o analista do Escritório de Negócios de Canoinhas, Marcos Aurélio Marangon, na ocasião também serão apresentados híbridos de tangerina e variedades com épocas diferenciadas de colheita que permitam a comercialização fora do pico de safra das cultivares mais comuns no mercado.

Validação

Sob coordenação da Embrapa Transferência de Tecnologia e com participação da Embrapa Clima Temperado, do Instituto Agronômico e da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) pequenas áreas plantadas com os novos materiais foram implantadas entre 2002 e 2003 e vêm sendo avaliadas quanto ao desenvolvimento e qualidade de frutos.
O analista do Escritório de Negócios de Londrina, Rogério de Sá Borges explica que o projeto tem como objetivo validar variedades de citros de mesa e nêspera em diferentes regiões do país. “Em algumas regiões como o sudoeste de São Paulo e a região da metade sul do Rio Grande do Sul já foi iniciado o cultivo comercial de algumas dessas variedades”, explica.
Em estados como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais em que as cultivares vêm sendo avaliadas, alguns materiais começam a despontar como promissores. O evento desta terça-feira contará com uma visita a uma Unidade Demonstrativa instalada no Escritório de Negócios de Canoinhas, seguida de degustação de algumas variedades.


OBS: Informações sobre as cultivares descritas acima devem ser procuradas nos contatos abaixo. Por favor, não enviem comentários sobre essas duas variedades ao Agroblog Tropical.

Serviço:
Evento: Apresentação de Variedades de laranja e tangerina de mesa e nêspera
Data: 16/06/09
Horário: das 13h30 às 17h00
Local: Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Canoinhas
Endereço: Rod. BR 280, km 219 – Bairro Água Verde Canoinhas, SC.
Informações: (47) 3624-0127 ou marcos.marangon@embrapa.br

Valéria Costa e Marcos Marangon
Embrapa Transferência de Tecnologia
61 3448.4510 / www.embrapa.br

Fonte: Grupo Cultivar

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